Jesus transformou meu caráter...saiba mais...

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Minha História - 2º - A Descoberta

Como todos os finais de tarde nos reuníamos na rua para brincar de pique esconde, pique alto, pega pega e  muitas outras brincadeiras.
Fui na casa de uma das minhas amigas, ela estava tomando café, sentei na calçada em frente da casa dela, ela tinha um irmão que na época tinha uns17 anos aproximadamente não me lembro a idade dele, ele me chamou e eu prontamente atendi, jamais imaginaria o que ia acontecer comigo. O pai dele pintava carros, e tinha uma carro na garagem secando a pintura, os vidros estavam coberto com jornal e por dentro não tinha estofado, o cheiro de tinta era forte, ele fez sinal de silencio para mim e me pegou pelo braço e me colocou deitada na lataria coberta por jornal, ele lentamente tirou minha roupa, eu não tinha ideia do que ele ia fazer..... assim ele começou o abuso, tocava em mim, eu fique paralisada, não pensava em nada, até então nunca tinha ouvido, visto ou sentido aquilo na minha vida.
 
A cada minuto ele ia ficando mais agressivo, até que ele iniciou o estupro, e uma voz gritou o nome dele, era o pai dele o chamando, ele parou e fez o sinal novamente de silêncio para mim e foi atender o pai, deixando-me ali deitada e sem roupa, eu estava me sentindo molhada e fedorenta, mas não sabia o que era quilo, vesti minha roupa tranquilamente, e sai do carro e parei na frente dele e do seu pai, que ficaram atônitos ao me verem, por ser muito curiosa, eu só queria saber o que era aquilo, mas tive vergonha de perguntar para ele, quando vi os dois olhando para mim assustado. Lembro-me do silencio em que ficaram os dois quando apareci, fui embora, sentei na calçada novamente e comecei a pensar o que seria aquilo tudo que tinha acontecido comigo. Em poucos segundos a “maldita voz” começou a me explicar o que era com detalhes e numa linguagem bem simples, ela me fez lembrar em tudo que minha mãe dizia que era para eu não fazer, me explicou o que minha mãe temia quando eu brincava com meninos e esclareceu o que minha mãe mais temia que eu soubesse e fizesse antes da hora.
 
Aquela descoberta causou uma confusão dentro de mim, fiquei assustada quando entendi toda explicação da "maldita voz", fiquei desesperada, não sabia se gritava, corria ou chorava.....A "maldita voz" começou a me consolar e me fazendo crer que não havia motivo para preocupação porque era bom, era para eu deixar tocarem em mim porque era muito bom, afinal ninguém sabia de nada e nunca iria saber.
 
Não me lembro quanto tempo fiquei ali sentada, só sei que foi muito tempo.....levantei dali com muita vergonha, porque agora eu entendia o que estava acontecendo, quando olhava para todos pensava que as pessoas sabiam o que tinha acontecido comigo, a palavra sexo agora fazia sentido para uma garotinha de seis anos, os órgão genitais tinham outra função que eu nunca imaginária naquela época. Resolvi não falar para minha mãe e nem para ninguém, guardei aquilo sozinha. Porque  a "maldita voz" dizia que as pessoas iam ficar sabendo o que eu tinha feito, sendo que na verdade eu não tinha feito nada, eu tinha sido abusada e quase violentada se Deus não tivesse usado o pai daquele jovem. Logo as meninas chegaram para brincar e eu não aceitei de início pois, estava presa a minha maior e pior descoberta com apenas seis anos.... Mas como a "maldita voz" tinha planos para minha vida, logo me motivou a voltar para a brincadeira e esquecer aquele fim de tarde, porque afinal não tinha acontecido nada de mais.
 
Fui levando minha vida de garotinha de seis anos que agora sabia mais que as outras garotinhas e sabia exatamente o que os meninos podiam fazer com as meninas, mas não era o meu foco, apena a "maldita voz" me despertava para isso, mas o que eu queria mesmo é o que toda garotinha de seis anos quer brincar.....
 
 E em mais uma dessas noites de brincadeira de criança dessa vez era o pique esconde, eu fui me esconder exatamente atrás do muro da casa do abusador, eu não me lembrava naquele momento do ocorrido, e nem pensava na possibilidade de acontecer novamente, porque uma cabecinha de seis anos não pensa no futuro, apenas no presente....
 
Ele se aproveitou da oportunidade e me pegou pelo braço novamente e me levou para o fundo da casa onde tinha um pé de limão, enquanto ele me arrastava eu já sabia o que ia acontecer e a "maldita voz" que era minha fiel companheira principalmente nos piores momentos da minha vida, se encarregou de ir me consolando antecipadamente, dizendo que eu não tivesse medo, apenas deixasse porque ia ser bom, que eu não corresse e fizesse tudo o que ele queria porque ia ser bom.
 
Embaixo do pé de limão ele começo dessa vez não foi abuso mas sim o estupro mesmo, eu era bem menor que ele e estávamos em pé, eu deixei ele fazer o que queria graças a Deus que ele teve dificuldade em consumar o estupro,  confesso que eu achei sim bom, por um  momento, parecia que eu estava anestesiada só conseguia sentir o que ele fazia comigo, sem poder de reação, sem pensar em nada, só sentia, a " maldita voz" se encarregou disso, fez as coisas serem boas fisicamente e aparentemente, mas a violência do ato, me vez despertar e não ouvir mais a "maldita voz", travei uma luta com ele e consegui fugir, na fuga desgovernada corri para o lado oposto e arranhei meu rosto nos espinhos do pé de limão, mas encontrei a saída e não queria mais saber de nada, naquele momento o ódio, e o medo tomaram conta de mim, queria gritar, matar aquele rapazinho, queria corre para dentro de casa e pedir ajuda a minha mãe, queria chorar, não queria mais saber daquilo, desejei nunca ter deixado ele fazer aquilo comigo, descobrir que essa tinha sido a minha pior descoberta, contive as lágrimas e sentei na mesma calçada e ali decidi declarar guerra contra os meninos, decidi que eu nunca mais ia deixar ninguém a fazer isso comigo novamente, me sentia culpada e perdida, queria ajuda, mas a "maldita voz" me fez crer que eu não podia pedir ajudar e que ninguém nunca me ajudaria, me condenaria por eu ter feito isso.  A “maldita voz” continuava a me encorajar e a me mostrar as partes boas, a me convencer que eu deveria continuar.
 
Viram o machucado e com muita vergonha eu inventei uma desculpa, falei que foi na brincadeira de pique esconde, todos notaram a minha tristeza, e perguntava carinhosamente o que foi e eu não falei a verdade embora eu quisesse gritar toda a verdade e pedir ajuda.
 
Desse dia em diante não tive mais paz, minha pureza foi roubada e a malícia tomou conta de mim. Passei ser atormentada de dia e de noite por uma voz que me empurrava para a prostituição e os desejos da carne mesmo sendo apenas uma criança, passei a observar o corpo dos homens com detalhes e pensava no que eu poderia ver debaixo das roupas deles. Passava horas pensando como seria ser tocada por eles, sentia me atraída por homens adultos, mas ao mesmo tempo tinha ódio do que tinha vivido e não queria passa por aquilo novamente.
 
Era uma mistura que me fazia ser uma caixinha de pensamentos 24 horas por dia. Nada que fazia na minha vida, tinha mais pureza ou espontaneidade, tudo passou a ser premeditado, com um único objetivo, fazer minhas vontades, alias, a vontade da “maldita voz” e esconder a realidade oculta dentro de uma amável garotinha, esconder os fatos e pensamentos era  a maior preocupação da "maldita voz", ele sempre se preocupou com detalhes de viver oculta e ocultar seus feitos dentro de mim, assim ela podia controlar meu presente para destruir meu futuro e nunca.
 
Fui em busca do que queria, passei a odiar a minha escola, e  perdi de ano aos 7 anos de idade. Queria machucar os garotos, e aos mesmo tempo realizar os pensamentos da "maldita voz", que eu achava que eram meus, passei a me sentir podre, achava que eu era um monstro por causa desse pensamentos horríveis.....
 
Nesse ano eu tinha sido escolhida para ser a rainha do milho da minha classe, e nos ensaios eu tinha que dançar com um garoto e tinha um momento que ele beijava a minha mão, aquela cena trazia para  mim a possibilidade daquele garoto querer fazer comigo o que tinham feito, chorei muito e não aceitava que ele beijasse minha mão, sentia-me abusada novamente com aquele beijo inocente daquele garoto de 8 anos, fui irredutível as professora tentaram de tudo para eu falar o que sentia  e porque eu chorava tanto, porque eu não queria mas ser a rainha do milho, posição desejada por todas as meninas dessa época dos festejos juninos, mas a "maldita voz" já tinha me convencido que toda as sujeiras e experiência que eu tinha vivido a culpa era minha e eu tinha medo da reação dos adultos.
 
Queria está longe de tudo o que me fazia lembrar o ato que cometeram comigo. Mas comecei a desenvolver sentimentos de culpa por saber das coisas e não poder fazer nada...
E desejar sentir novamente o que tinha sentido no segundo abuso.....
 
continua..... 
 
Aracele na fé e na certeza que Deus está no controle e que
VOCÊ VAI VENCER ASSIM COMO EU VENCI.....

sábado, 15 de junho de 2013

Entendedo o seu PASSADO para mudar o seu FUTURO


Quando contamos a nossa historia de uma forma resumida, mencionamos o antes e o depois mas não temos muitas vezes o tempo ou o espaço para contar como se deu o processo.
E é justamente o processo que faz toda a diferença!
Como somos e agimos hoje é o resultado de experiências passadas mas isso não significa dizer que temos que carregá-las por toda a nossa vida.
A medida que descobrimos as Raízes de certas atitudes e comportamentos, podemos então lidar com elas e mudar nossas reações no presente e para o futuro.
Logo, como você espera superar marcas do seu passado ou mudar atitudes se ainda não conseguiu identificá-las?
E como identificá-las se não quer pensar no assunto, não quer se analisar, se conhecer?
Até mesmo para que você tenha um encontro com Deus, tem que se despojar de quem é e abraçar a nova identidade que Deus tem para você – Seu DNA.
Essa identificação faz parte do processo – você tem que enxergar onde está o problema para então buscar a solução.
Deixa eu dar exemplos para que possa compreender melhor – você tem lutado contra a automutilação mas se não buscar entender como tudo começou, o por que faz isso, quais as consequências físicas e emocionais dessa pratica –  não vai por um fim a isso.
Você tem vontade de desaparecer, de se matar mas se não conseguir identificar o que te faz pensar assim, não vai achar o antidoto para o problema.
Nesse dia 30 de Junho, estaremos explorando essas raízes – como tudo começou, quem você era e quem é hoje. Vamos lhe ajudar a entender o seu passado para que você tenha a condição de mudar o seu futuro.
Estarei dividindo pessoalmente meu testemunho, minha experiência, o processo pelo qual passei, e como consegui me tornar uma pessoa totalmente livre das marcas que carregava.
Como preparação para essa tarde, que será marcante para você (eu garanto), convido a refletir sobre como e quando tudo começou.
Atenciosamente,
Cristiane Cardoso

Temos um encontro marcado!
 
Onde?
Universal do Iguatemi as 14hs
 
MAIORES INFORMAÇÕES
NA UNIVERSAL MAIS PROXIMA DE VOCÊ!

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ESTARÁ SAINDO DA UNIVERSAL MAIS PROXIMA DE VOCÊ CARAVANAS GRATUITAS.

Aracele na fé e sempre servindo.....

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Minha História - 1º - A raiz

A alguns anos venho tentando botar para fora em detalhes as experiências que me fizeram sofrer e por muitos anos foi a razão de toda a minha dor, guardei essas terríveis experiências durante anos mas no dia em que conheci meu Senhor perguntei-lhe:
- Cadê meu passado?
Logo percebi que existia, mas agora fora de mim, ele não mais habitava dentro mim, estava livre....... o meu passado foi apagado e o peso da culpa, dor, ódio, decepção, foi arrancado de dentro de mim........

Lembro-me das vezes que chorei amargamente pelas madrugadas e em meio a tanta dor e sofrimento, acusações por conta das praticas obscuras que me sucumbiam para mim a única saída era a morte! 
Mas graças a Deus que todas as tentativas de tirar minha própria vida foram frustradas e aqui estou para relatar ao mundo a história de uma criança que se tornou obscura por conta das amargas experiências.....

 
ESSA HISTÓRIA É PARA VOCÊ QUE PENSA QUE NÃO TEM MAIS JEITO

Nilda, ficou órfão aos 9 anos de idade, foi criada por estranhos, Wilson  ficou órfão aos 14 anos e foi criado da mesma forma, ambos serviam aos encosto, Wilson era ogan de faca Nilda fez bori para Iansã e servia o tranca rua nas horas vagas. Ela bebia, fumava, se drogava e se prostituía.  

Esses foram meus pais, a base da minha formação,  deles sai, e fui educada apenas por minha mãe Nilda.
 Assim começou todo o meus sofrimento:

Nilda convivia com Wilson e tivera dois filhos, eles brigavam muito e se separaram, numa tentativa de reconciliação geraram mais uma garotinha que nasceu numa família que lutava para sobreviver em meio a tantos sofrimentos.

O abandono do pai, trouxe consequências horríveis. Quando Aracele nasceu, Edson 03 anos e Ana Paula 02 anos, lutavam para suportar a ausência do pai que eles tanto amavam, Edson perdeu peso e ficou bastante debilitado, Ana Paula, a menor esqueceu rápido a saudade do seu pai. Nilda tentou obrigar o Wilson a  criar-lá,  pois ela não podia tomar conta de um bebe e duas crianças pequenas, mas sem sucesso, ela até procurou a justiça, mas a juíza a obrigou a criar a garotinha.
 
Edson, por ser mais velho teve que dividir a responsabilidade de tomar conta daquela pequenina junto com Nilda. Mesmo assim, Nilda flagrou um homem abusando de Aracele com apenas nove meses de vida. Edson, também tinha sido abusado, mas ninguém sabia....
 
Eles moravam de favor em uma "pensão" (pequeno hotel), em troca da habitação prestava serviços cuidando dos quartos e dos hospedes e ao mesmo tempo cuidava dos seus três filhos pequenos, quase não sobrava tempo para eles, até o dia em que estabelecimento foi vendido. Em meio ao desespero fizeram um proposta de comprar Aracele, um rapaz solteiro, apelidado carinhosamente por Aracele e seus dois irmãos de Tio Guerra, estava disposto a pagar qualquer preço por aquela amável garotinha de 03 anos com planos de leva-la para outra cidade. Desesperada mas não vendeu sua filha porque ela a amava mesmo com tanta dificuldade o amor de mãe salvou Aracele de um futuro que talvez fosse pior do que o que ela viveu. 
Nilda com 3 filhos pequenos, Edson já com 06 anos, Ana Paula com 05 e Aracele com 03, tiveram que encontrar uma nova moradia. Mudaram para uma casa de 02 cômodos, sem energia e água encanada nos fundos da casa do irmão dela no subúrbio ferroviário. Tudo que tinham na casa era dado por alguém ou retirado do lixo por eles, inclusive as roupas. Nilda trabalhava o dia todo para sustentar seus 3 filhos sozinha pois o pai das crianças não era assíduo com a pensão alimentícia, mesmo assim os três irmãos passavam fome, ao ponte desmaiarem.
 
Na pequena e desorganizada sala com parede sem reboco, tinha um quadro de Iansã, que chamava a minha atenção quando eu passava, gostava de olhar para ela e me sentir ela, erra assim que ela falava:
 - Eu sou você e você sou eu!
Essa voz que saia do quadro começou a me "moldar" e eu tinha apenas 6 anos de idade...., conforme a sua vontade, me fez ser, crer e pensar em tudo no qual ela tinha planejado para o meu futuro desde o dia em que eu nasci, mas ela só pôde concretizar seus planos depois que eu passei a dar ouvidos para ela.

Minha mãe costumava deixar bebida alcoólica (cachaça pura) guardada em uma garrafa de refrigerante de vidro e aos poucos ela ia consumindo, ela deixava também carteira de cigarro, motivada pela “maldita voz”, bebia e fumava quando ela estava ausente, sentia muito mal quando fumava, mas achava lindo e me sentia importante, bonita e forte, quando bebia sentia aquela bebida rasgar minha garganta, mas achava engraçado e me fazia sentir leve e alegre.
 
Quando nasci, meu nome foi escolhido por minha mãe era Ana Rosa, nasci me 1978, uma menina chamada Araceli tinha morrido a 5 anos atrás antes do meu nascimento, ela morreu da pior maneira possível, violentada por vários homens e jogada num lixão. Minha mãe conheceu a história dela e resolveu escolher meu nome Aracele homenageando essa menina. O que ela não sabia é que a maldição que acompanhava a menina também me acompanharia. Por minha mãe viver distante de Deus e servir aos espírito malignos, tenho certeza que o meu nome foi uma sugestão desses espíritos, assim podemos ver claramente qual era a vontade deles para mim.

Eu ficava na rua o dia inteiro, só entrava em casa para comer (quando tinha) ou a noite, comia na casa dos vizinhos, na maioria das vezes na minha casa não tinha comida e quando tinha, o cachorro comia, ou estragava, ou sumia sem deixar rastro. A minha casa era muito suja, fedorenta e tinha baratas que eu as odeio, por isso não fazia questão de minha casa, me sentia melhor na rua. Minha mãe era muito ausente, tinha que trabalhar em 2 lugares para criar seus 3 filhos, assim aprendi a viver comigo e a "maldita voz" que era a minha melhor amiga.
 
Em paralelo a tanta sujeira e sofrimento, acordava pelas madrugadas com o barulho que a cama fazia quando minha mãe arrastava para lavar o chão porque ela não suportava a sujeira que acumulava durante o dia na sua ausência. Minha mãe não gostava da sujeira, não nos educou assim, mas os demônios nos cobriam de preguiça ao ponto de não termos coragem para fazer o mínimo, tomar banho. Minha mãe acordava um por um, dava banho e lavava nossos cabelos, hoje vejo o quanto ela sofreu e de como ela foi guerreira. Mas a sua força e vontade de criar seus filhos não conseguia apagar o sofrimento e a dor de ser mãe solteira e de criar 03 filhos sozinhas que a deixava muito nervosa e os encostos que ela servia a faziam cometer atos de violência constantemente conosco.
 
Em meio aos carinhos, e cuidado vivi violência e humilhação através de minha mãe. Ela batia em nós até tirar sangue e deixar hematomas horríveis ao ponto de não queremos ir para escola. Vi muitas vezes minha mãe batendo tanto na minha irmã por horas, eu ficava parada olhando e perguntando para "a maldita voz" porque tudo aquilo. Isso me fazia correr para um local isolado e ali ficava pensando,... conversando....e ouvindo "a maldita voz" as vezes eu ia para debaixo da cama com um pedaço de papel rabiscar aleatoriamente tudo que pensava, falavam, em busca de entender o que era aquilo tudo. Mesmo sendo tão novinha já era alfabetizada, era a única que lia na minha classe, por isso sofri bulygn. Resumindo, eu era uma criança que não gostava da escola e nem de casa, a rua era meu lugar predileto.

Minha mãe trazia da casa dos encostos banhos, bebidas e pó de pemba para mim e meus irmãos, lembro que todas as noites de Reveilon, ela passava aquele pó branco em nossa testa, peito, costa e pés, tinha que ficar calada nessa hora, eu era muito curiosa, e todas as vezes que perguntava o que era aquilo levava um tapa, ela ficava com uma cara muito feia nessa hora e eu morria de medo dela.  Ela fazia tudo isso pensado que estava nos protegendo do mal, assim como muitas mães tem feito. Mas a cada ritual o mal tornava-se mais forte dentro de mim, me fazendo ter experiências terríveis e a pior e  a mais marcante das experiências aconteceu com apenas seis anos de idade.

Continua.....

Aracele na fé e encontrando forças para relatar detalhes que nunca revelei sobre o monstro que me tornei quando criança......

sábado, 8 de junho de 2013

Relato de uma Jovem (Segunda Parte)

Desde muito pequena sofria, com complexos e era muito oprimida, pois os meus  pais trabalhavam e eu precisava ficar com meus avós, o que me fazia pensar que eles não gostavam de mim, me sentia inferior a qualquer um.
O que mais me fazia sentir inferior era um vício que me escravizava, era muito pequena não entendia bem o que acontecia nem o que eu estava fazendo, não sabia que era errado, mas me fazia muito mal, depois de adolescente que vim entender o que era; descobri que se chamava masturbação, o que fez sentir-me pior ainda além disso eu percebia fortemente a presença de um encosto do meu lado esquerdo, eu tentava fugir daquele demônio, mas nada fazia me sentir segura, sabia que ele estava ali, ele falava comigo e me acompanhava por onde eu ia, só na igreja que as vezes tinha uns minutos de paz, quando ia dormir percebia ele na minha cama, sempre enrolada  com medo daquele espírito, não tinha paz, gritava, chorava de medo, de aflição de desespero; tinha o desejo de me jogar no mundo, queria ter o mundo, mas não tinha coragem (que bom), pois sabia que iria quebrar a cara, a palavra de Deus estava enraizada dentro de min; não tinha força para praticar mas também não tinha força de ir de vez para o mundo, era como a dracma perdida, me perdi dentro de casa. 

Cada  vez mais envolvida em meus sentimentos, me sentia muito vazia, ao ponto de tentar me matar  3 vezes; já conhecia a igreja e sabia o quanto era perturbada, mas não tinha força e nem coragem para pedir ajuda.
Quando me vi no fundo do poço, resolvi engolir meu orgulho e pedir socorro, pois já não aguentava mais, eu era tão orgulhosa que fiquei a manhã inteira sentada com uma obreira, ela esperando que eu falasse e eu sem coragem, afinal estaria estragando a minha imagem de "menininha boazinha que nasceu na igreja". Depois de muito tempo sentada naquela cadeira, consegui falar gaguejando e bem baixinho para que ninguém mais além da obreira escutasse o quanto eu era amargurada e perturbada.
Fui sincera e naquele mesmo dia tive paz, a obreira orou por mim, e quando cheguei em casa dormir pela primeira vez, em muito tempo eu dormir em paz, sem medo; acordei feliz pois sabia que aquele encosto já não estava do meu lado, os meus pensamentos, depois de muito tempo voltou a ser limpo, aquele demônio já não dominava minha mente, isso foi só 1 oração.
Fiz propósito de libertação, e fui livre por completo, passei a buscar intensamente o Espírito de  Deus, larguei más  amizades, tudo, por que queria a Deus, foi uma guerra, mas no dia 15.04.2011 algo incrível aconteceu; fui batizada com o Espírito Santo, minha vida mudou 100%, passei a ser feliz, passei a me amar, entendi que tenho valor. Não sou mas triste, nem amargurada, durmo em paz, a presença que percebo dentro de min hoje é a do Espírito Santo 9 dias depois fui levantada a obreira e sirvo ao meu Senhor com alegria até hoje e será assim para sempre.
Na Fé, Obr.Taiane Alcântara

Essa jovem possui apenas 16 anos (hoje), quando a conheci ela tinha apenas 13 anos, ela chegou na Universal primeiro que eu, mas eu consegui me libertar primeiro que ela.
Numa noite conversando com a minha amiga Osmária, percebemos a aproximação desse serzinnho tão especial para nós, até então não sabíamos disso. Ela era muito novinha, tinha um olhar que me afrontava e ao mesmo tempo me pedia socorro. Ela não falava muito e ficamos preocupada porque não tinha meninas da idade dela para acompanha-la, então, resolvemos permitir que ela passasse a andar conosco. 
Menina bonita, alegre no sorriso mas triste no olhar que me trazia um incomodo constante, Deus colocava diariamente no meu cor
ação você tem que cuidar dela..... isso me trazia agonia porque ela não passava para mim que precisava de cuidados, apenas os olhos dela diziam isso.
Lembro-me do dia em que passei uma manhã inteirinha com ela, nossa, foi difícil para mim, ao mesmo tempo que me arrumava para ir trabalhar, a voz de Deus dentro de mim dizia, fica e escuta... não consegui sair enquanto ela não falou. E valeu a pena.
Passei momentos difíceis com ela, tive momentos que falei para Deus, desisto, nunca mais oro por ela, mas na mesma hora voltava atras e jejuava e orava por ela. Mas dentro de mim dizia o que depender de mim, ninguém toca nela. Hoje ela sabe o preço que paguei por isso..... MAS FARIA TUDO NOVAMENTE!!!
Aprendi muita coisa bacana com ela, ela me fez pensar sobre minhas atitudes porque dentro de mim eu tinha certeza que eu a influenciava, assim como Osmária me influenciou. Tive certeza disso mais ainda quando D. Miriam falou que ela seria o que eu sou. 
Hoje quando a vejo, sinto-me privilegiada por Deus permitir ser amiga desse serzinho especial. A aproximação, que foi permitida por falta de opção virou uma grande amizade.




Hoje, Eu, Taine, Osmária e (em breve você vai conhecer mais uma jovem que passou por minha vida e plantou boas sementes....) vivemos para Cristo e cuidamos uma das outras e ajudamos meninas que um dia foram igual a nós a encontrar o que faltava em nós para nos tornamos o que nos tornamos hoje -  JESUS CRISTO.
Por incrível que pareça também ajudamos meninos, estamos constantemente levando a palavra de Deus para os jovens que entraram no mundo das drogas e consequentemente do crime e querem forças para sair. 




Se você tem problemas, dificuldades, vícios assim como nós tivemos e fomos resgatadas por pessoas que entenderam como precisávamos de ajuda e compreensão, conta conosco tá.

Meu Face: Aracele Cunha - aracellecunha@gmail.com

Taiane: Taiane Alcântara -  ob.taiane@gmail.com

Infelizmente Osmária tem aversão a tecnologia :-)  mas se desejar, fala conosco que damos o recado apa ela.

SE NÃO QUISER FALAR OU PEDIR AJUDA A NÓS 

JESUS CRISTO ESTÁ PRONTINHO PARA TE OUVIR

OU VÁ NA UNIVERSAL MAIS PRÓXIMA DE VOCÊ 
TEM SEMPRE UM OBREIRO(A) OU UM PASTOR DISPOSTO A COMPRAR SUA BRIGA

Aracele na fé e na luta para formar novos amigos para Cristo...