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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Minha História - 1º - A raiz

A alguns anos venho tentando botar para fora em detalhes as experiências que me fizeram sofrer e por muitos anos foi a razão de toda a minha dor, guardei essas terríveis experiências durante anos mas no dia em que conheci meu Senhor perguntei-lhe:
- Cadê meu passado?
Logo percebi que existia, mas agora fora de mim, ele não mais habitava dentro mim, estava livre....... o meu passado foi apagado e o peso da culpa, dor, ódio, decepção, foi arrancado de dentro de mim........

Lembro-me das vezes que chorei amargamente pelas madrugadas e em meio a tanta dor e sofrimento, acusações por conta das praticas obscuras que me sucumbiam para mim a única saída era a morte! 
Mas graças a Deus que todas as tentativas de tirar minha própria vida foram frustradas e aqui estou para relatar ao mundo a história de uma criança que se tornou obscura por conta das amargas experiências.....

 
ESSA HISTÓRIA É PARA VOCÊ QUE PENSA QUE NÃO TEM MAIS JEITO

Nilda, ficou órfão aos 9 anos de idade, foi criada por estranhos, Wilson  ficou órfão aos 14 anos e foi criado da mesma forma, ambos serviam aos encosto, Wilson era ogan de faca Nilda fez bori para Iansã e servia o tranca rua nas horas vagas. Ela bebia, fumava, se drogava e se prostituía.  

Esses foram meus pais, a base da minha formação,  deles sai, e fui educada apenas por minha mãe Nilda.
 Assim começou todo o meus sofrimento:

Nilda convivia com Wilson e tivera dois filhos, eles brigavam muito e se separaram, numa tentativa de reconciliação geraram mais uma garotinha que nasceu numa família que lutava para sobreviver em meio a tantos sofrimentos.

O abandono do pai, trouxe consequências horríveis. Quando Aracele nasceu, Edson 03 anos e Ana Paula 02 anos, lutavam para suportar a ausência do pai que eles tanto amavam, Edson perdeu peso e ficou bastante debilitado, Ana Paula, a menor esqueceu rápido a saudade do seu pai. Nilda tentou obrigar o Wilson a  criar-lá,  pois ela não podia tomar conta de um bebe e duas crianças pequenas, mas sem sucesso, ela até procurou a justiça, mas a juíza a obrigou a criar a garotinha.
 
Edson, por ser mais velho teve que dividir a responsabilidade de tomar conta daquela pequenina junto com Nilda. Mesmo assim, Nilda flagrou um homem abusando de Aracele com apenas nove meses de vida. Edson, também tinha sido abusado, mas ninguém sabia....
 
Eles moravam de favor em uma "pensão" (pequeno hotel), em troca da habitação prestava serviços cuidando dos quartos e dos hospedes e ao mesmo tempo cuidava dos seus três filhos pequenos, quase não sobrava tempo para eles, até o dia em que estabelecimento foi vendido. Em meio ao desespero fizeram um proposta de comprar Aracele, um rapaz solteiro, apelidado carinhosamente por Aracele e seus dois irmãos de Tio Guerra, estava disposto a pagar qualquer preço por aquela amável garotinha de 03 anos com planos de leva-la para outra cidade. Desesperada mas não vendeu sua filha porque ela a amava mesmo com tanta dificuldade o amor de mãe salvou Aracele de um futuro que talvez fosse pior do que o que ela viveu. 
Nilda com 3 filhos pequenos, Edson já com 06 anos, Ana Paula com 05 e Aracele com 03, tiveram que encontrar uma nova moradia. Mudaram para uma casa de 02 cômodos, sem energia e água encanada nos fundos da casa do irmão dela no subúrbio ferroviário. Tudo que tinham na casa era dado por alguém ou retirado do lixo por eles, inclusive as roupas. Nilda trabalhava o dia todo para sustentar seus 3 filhos sozinha pois o pai das crianças não era assíduo com a pensão alimentícia, mesmo assim os três irmãos passavam fome, ao ponte desmaiarem.
 
Na pequena e desorganizada sala com parede sem reboco, tinha um quadro de Iansã, que chamava a minha atenção quando eu passava, gostava de olhar para ela e me sentir ela, erra assim que ela falava:
 - Eu sou você e você sou eu!
Essa voz que saia do quadro começou a me "moldar" e eu tinha apenas 6 anos de idade...., conforme a sua vontade, me fez ser, crer e pensar em tudo no qual ela tinha planejado para o meu futuro desde o dia em que eu nasci, mas ela só pôde concretizar seus planos depois que eu passei a dar ouvidos para ela.

Minha mãe costumava deixar bebida alcoólica (cachaça pura) guardada em uma garrafa de refrigerante de vidro e aos poucos ela ia consumindo, ela deixava também carteira de cigarro, motivada pela “maldita voz”, bebia e fumava quando ela estava ausente, sentia muito mal quando fumava, mas achava lindo e me sentia importante, bonita e forte, quando bebia sentia aquela bebida rasgar minha garganta, mas achava engraçado e me fazia sentir leve e alegre.
 
Quando nasci, meu nome foi escolhido por minha mãe era Ana Rosa, nasci me 1978, uma menina chamada Araceli tinha morrido a 5 anos atrás antes do meu nascimento, ela morreu da pior maneira possível, violentada por vários homens e jogada num lixão. Minha mãe conheceu a história dela e resolveu escolher meu nome Aracele homenageando essa menina. O que ela não sabia é que a maldição que acompanhava a menina também me acompanharia. Por minha mãe viver distante de Deus e servir aos espírito malignos, tenho certeza que o meu nome foi uma sugestão desses espíritos, assim podemos ver claramente qual era a vontade deles para mim.

Eu ficava na rua o dia inteiro, só entrava em casa para comer (quando tinha) ou a noite, comia na casa dos vizinhos, na maioria das vezes na minha casa não tinha comida e quando tinha, o cachorro comia, ou estragava, ou sumia sem deixar rastro. A minha casa era muito suja, fedorenta e tinha baratas que eu as odeio, por isso não fazia questão de minha casa, me sentia melhor na rua. Minha mãe era muito ausente, tinha que trabalhar em 2 lugares para criar seus 3 filhos, assim aprendi a viver comigo e a "maldita voz" que era a minha melhor amiga.
 
Em paralelo a tanta sujeira e sofrimento, acordava pelas madrugadas com o barulho que a cama fazia quando minha mãe arrastava para lavar o chão porque ela não suportava a sujeira que acumulava durante o dia na sua ausência. Minha mãe não gostava da sujeira, não nos educou assim, mas os demônios nos cobriam de preguiça ao ponto de não termos coragem para fazer o mínimo, tomar banho. Minha mãe acordava um por um, dava banho e lavava nossos cabelos, hoje vejo o quanto ela sofreu e de como ela foi guerreira. Mas a sua força e vontade de criar seus filhos não conseguia apagar o sofrimento e a dor de ser mãe solteira e de criar 03 filhos sozinhas que a deixava muito nervosa e os encostos que ela servia a faziam cometer atos de violência constantemente conosco.
 
Em meio aos carinhos, e cuidado vivi violência e humilhação através de minha mãe. Ela batia em nós até tirar sangue e deixar hematomas horríveis ao ponto de não queremos ir para escola. Vi muitas vezes minha mãe batendo tanto na minha irmã por horas, eu ficava parada olhando e perguntando para "a maldita voz" porque tudo aquilo. Isso me fazia correr para um local isolado e ali ficava pensando,... conversando....e ouvindo "a maldita voz" as vezes eu ia para debaixo da cama com um pedaço de papel rabiscar aleatoriamente tudo que pensava, falavam, em busca de entender o que era aquilo tudo. Mesmo sendo tão novinha já era alfabetizada, era a única que lia na minha classe, por isso sofri bulygn. Resumindo, eu era uma criança que não gostava da escola e nem de casa, a rua era meu lugar predileto.

Minha mãe trazia da casa dos encostos banhos, bebidas e pó de pemba para mim e meus irmãos, lembro que todas as noites de Reveilon, ela passava aquele pó branco em nossa testa, peito, costa e pés, tinha que ficar calada nessa hora, eu era muito curiosa, e todas as vezes que perguntava o que era aquilo levava um tapa, ela ficava com uma cara muito feia nessa hora e eu morria de medo dela.  Ela fazia tudo isso pensado que estava nos protegendo do mal, assim como muitas mães tem feito. Mas a cada ritual o mal tornava-se mais forte dentro de mim, me fazendo ter experiências terríveis e a pior e  a mais marcante das experiências aconteceu com apenas seis anos de idade.

Continua.....

Aracele na fé e encontrando forças para relatar detalhes que nunca revelei sobre o monstro que me tornei quando criança......

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