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domingo, 8 de dezembro de 2013

MINHA HISTÓRIA 20º PARTE – INDO DE ENCONTRO AO FUNDO DE POÇO

Em meio a paixões, me envolvi com mais um rapaz.... Esse rapaz era mais novo do que eu, como a maioria deles.
Passando em frente a um cemitério com ele, avistei um homem vindo em nossa direção com fúria, ele tinha uma faca na boca, uma na mão direita e outra na mão esquerda, eu sabia que era uma pessoa manifestada com o sete facadas, tinha certeza que morreria naquela noite, tive muito medo, estava encurralada não tinha como fugi, comecei a chorar e pedi ajuda a Deus, o rapaz não consegui tocar na gente, ele chegou bem próximo mas não tocou, saímos correndo e ele veio  atrás de nós até eu chegar em casa. Mais uma vez, a misericórdia de Deus foi comigo, ele me livrou da morte naquela madrugada.
Nessa época comecei a andar com pessoas piores, me tornei amiga de um rapaz que fazia parte de uma quadrilha que roubava muito dinheiro, cheirava cocaína e freqüentava prostíbulos, andava com umas meninas que roubava e se prostituia, eram irmãs de assaltante de carro forte e de banco.
Comecei a beber mais e mais, ia para barzinhos todos as sextas feiras depois da aula, manifestava com a “maldita voz” em todas as baladas, dançava, me exibia ficava com alguns rapazes, depois ia para casa me sentindo podre e vazia, queria ser diferente, não gostava da vida que levava, embora sentia um prazer imenso quando estava na balada. No meu íntimo queria ser mãe, esposa, mulher, filha como todo mundo era. Mas não conseguia, por isso tentava o suicídio sempre. Em um dessas tentativas coloquei a faca no meu peito, consegui encaixar entre uma costela e outra bem na direção do coração. E ali permaneci dialogando com a “maldita voz” e Deus, ela, me dizia que se eu desse um tapa no cabo da faca, por ela está bem encaixada entre uma costela e outra ela passaria com facilidade até o coração e acabaria com todo o meu sofrimento e assim todos os que me fizeram sofrer sofreriam e se sentiriam culpado pelo resto da vida, Ele, meu Pai e meu Salvador, dizia que não era para eu fazer aquilo. E ,eu, perguntava para ambos porque tinha que fazer aquilo?
Eu odiava minha vida, queria ser normal, mas não queria morrer, queria mudar. A “maldita voz”, logo se apressava a me dizer que eu não tinha jeito. Meu Salvador repetia pausadamente, não faça isso, não vale a pena, desista.
Por um milagre tirei a faca do meu peito e me sentia muito leve depois disso....
Mesmo assim continuei na vida “desgraçada” que vivia... comecei a sair com um homem casado, em paralelo ao rapaz que me apaixonei loucamente e outros.
Gastava o pouco que tinha em noitadas, onde pagávamos todas as cervejas geladas e ninguém entrava no bar, só a nossa turma. Organizava festas em meu colégio, bebia vinho com pinga, dentro da escola, desenvolvi um gosto por bebidas doces, que fazia a “maldita voz” manifestar no primeiro gole. Principalmente o champanhe. Virei tudo o que a “maldita voz” sonhava, só faltava duas coisas, me drogar e ser prostituta oficial.
Quanto mais me afundava no mundo, mas vazia me tornava, a vontade de morrer continuava, passei a ir na parte alta, num ponto turístico de Salvador onde fica o elevador Lacerda, planejei me jogar dali de cima várias vezes, até tentei suspender a perna para subir no muro, mas não conseguia.
Comecei a sentir uma tristeza muito profunda, passeia ficar dias deitada na cama sem vontade de tomar banho, ou comer algo. Passei a desejar a morte ardentemente, queria uma resposta para tanta dor e vazio, queria que o mundo me ouvisse, e as pessoas me amassem.... me afoguei num mar de angustia e desejo ardente pela morte....
Até que uma amiga, (enviada pelo diabo) me convenceu a sair daquela cama e “curtir a vida”, voltei para as baladas......


Fiquei grávida de um dos meus amantes, tomei remédio e abortei a criança, tive hemorragia, mas não fui ao médico. Fiquei vários dias de hemorragia, mas continuei na balada, curtindo com as amiga, chegava em casa toda suja de sangue, comecei a ficar com medo porque estava perdendo peso, e me sentindo debilitada, voltei a ficar em casa de cama, já tinha mais de 30 dias com hemorragia e tonta. Numa madrugada levantei sangrando muito, e tive certeza que eu ia morrer naquela noite, meu coração batia devagar e eu estava muito fraca. Corri para o banheiro me joguei no chão olhei para o céu e orei, isso mesmo, orei. Falei para Deus que eu não queria morrer, mesmo eu tendo o desejo de me suicidar, sabia que se eu morresse seria o meu fim, falei que tinha um filho para criar, e que se ele me curasse eu iria para igreja e ali chorei profundamente porque eu sentia os céus fechado para mim por conta dos meus pecados, achava que Deus não me ouviria pelo o que eu era e fazia. Levantei lentamente do chão triste, quando saiu de dentro de mim uma bola preta do tamanho de uma laranja, parecia que alguém empurrou ela de dentro de mim com toda força e a hemorragia estancou na hora, fiquei curada, chorei de alegria, não contei para ninguém e fui dormir, no outro dia, esqueci completamente o voto que tinha feito com Deus, de ir para igreja se ele me curasse. 

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